Meia tarifa aos domingos apenas para portadores do cartão VEM Comum

Paulista Em Foco | 16:07 | 0 comentários


Mesmo após a repercussão negativa gerada por um boato sobre a suspensão da meia-passagem aos domingos para os passageiros que pagam em espécie as tarifas de ônibus no Recife e na Região Metropolitana, o Grande Recife Consórcio de Transporte decidiu efetivar a mudança a partir de domingo (26). A partir dessa data, segundo o órgão, só terá direito ao desconto de 50% quem utiliza o Vale Eletrônico Metropolitano (VEM) Comum. Após o aumento em janeiro deste ano, as tarifas dos anéis A e B passaram a custar R$ 3,20 e R$ 4,40.

Um boato sobre a resolução circulou nas redes em janeiro, mas foi tratado como 'divulgação irregular' pelo Sindicato das Empresas de Transportes de Passageiros no Estado de Pernambuco (Urbana-PE). De acordo com o Grande Recife Consórcio de Transporte, a mudança ocorre para "incentivar o uso da bilhetagem eletrônica, reduzindo a circulação de dinheiro nos ônibus do Sistema de Transporte Público de Passageiros da Região Metropolitana do Recife".
A decisão, assinada pelo presidente do Conselho Superior de Transporte Metropolitano (CSTM), Francisco Papaléo, foi publicada na edição de sábado (18) do Diário Oficial do Estado e se refere apenas ao benefício para usuários do VEM Comum, sem citar quem utiliza o VEM Trabalhador. Portadores do Passe Livre e estudantes, que já têm a meia-passagem em todas as tarifas, não terão mudanças na utilização do cartão.
A medida não agradou alguns passageiros do transporte público na Região Metropolitana do Recife, que reclamaram da obrigatoriedade do uso do VEM Comum. No Terminal Integrado Pelópidas Silveira, em Paulista, Raquel Gomes, 22 anos, considera que a medida não vale a pena para quem anda de ônibus. Ela estuda Direito no município e costumava usar dinheiro para pagar a meia-passagem aos domingos, já que, mensalmente, há um limite de utilizações do VEM Estudante. Para a aluna, a medida pode até diminuir os assaltos ao caixa dos coletivos, mas não beneficia os passageiros.
"É errado obrigar as pessoas a portarem o cartão, o que deveria ser uma escolha. Para os empresários, é viável, porque eles ganham mais dinheiro com recargas, taxas e aquisições do cartão, mas o usuário nunca tem opinião. Fora que não se pode carregar muito dinheiro no VEM Comum, porque, caso eu seja assaltada, por exemplo, o ladrão vai poder usar meus créditos normalmente", explicou.
Segundo o Grande Recife Consórcio de Transporte, o cartão pode ser adquirido no Posto de Atendimento, na Rua da Soledade, 259, no centro da capital, de segunda a sexta, das 8h30 às 17h30. Também é possível adquirir o cartão VEM Comum nas estações do BRT, com carregamento mínimo de R$ 10. Nesse caso, há a cobrança de taxa de aquisição do cartão, no valor de R$ 4, e o restante é revertido em passagem.
Quem já possui o cartão pode recarregá-lo nas máquinas de autoatendimento, no posto da Soledade, nas estações do BRT ou nos estabelecimentos da Rede Ponto Certo, onde é cobrada uma taxa de conveniência e há o limite de R$ 100 por transação. Também é possível fazer a recarga pelo aplicativo da Ponto Certo. Nos últimos meses, passageiros também têm reclamado que os postos de autoatendimento dos terminais estão quebrados.
Com o aumento da passagem, estudantes e trabalhadores que usam os postos descentralizados denunciaram que precisam pagar ao menos duas vezes a taxa de conveniência cobrada pela rede credenciada Ponto Certo. O problema ocorre, por exemplo, com o estudante que usa o Cartão Vem 70 vezes por mês na tarifa do Anel B, que custa R$ 4,40. No fim do mês, ele desembolsa R$ 154, uma vez que tem direito à meia-passagem. O limite de recarga estabelecido pela rede credenciada é de R$ 100 por cada transação mensal.
A medida não agradou alguns passageiros do transporte público na Região Metropolitana do Recife, que reclamaram da obrigatoriedade do uso do VEM Comum. No Terminal Integrado Pelópidas Silveira, em Paulista, Raquel Gomes, 22 anos, considera que a medida não vale a pena para quem anda de ônibus. Ela estuda Direito no município e costumava usar dinheiro para pagar a meia-passagem aos domingos, já que, mensalmente, há um limite de utilizações do VEM Estudante. Para a aluna, a medida pode até diminuir os assaltos ao caixa dos coletivos, mas não beneficia os passageiros.
"É errado obrigar as pessoas a portarem o cartão, o que deveria ser uma escolha. Para os empresários, é viável, porque eles ganham mais dinheiro com recargas, taxas e aquisições do cartão, mas o usuário nunca tem opinião. Fora que não se pode carregar muito dinheiro no VEM Comum, porque, caso eu seja assaltada, por exemplo, o ladrão vai poder usar meus créditos normalmente", explicou.
Segundo o Grande Recife Consórcio de Transporte, o cartão pode ser adquirido no Posto de Atendimento, na Rua da Soledade, 259, no centro da capital, de segunda a sexta, das 8h30 às 17h30. Também é possível adquirir o cartão VEM Comum nas estações do BRT, com carregamento mínimo de R$ 10. Nesse caso, há a cobrança de taxa de aquisição do cartão, no valor de R$ 4, e o restante é revertido em passagem.
Quem já possui o cartão pode recarregá-lo nas máquinas de autoatendimento, no posto da Soledade, nas estações do BRT ou nos estabelecimentos da Rede Ponto Certo, onde é cobrada uma taxa de conveniência e há o limite de R$ 100 por transação. Também é possível fazer a recarga pelo aplicativo da Ponto Certo. Nos últimos meses, passageiros também têm reclamado que os postos de autoatendimento dos terminais estão quebrados.
Com o aumento da passagem, estudantes e trabalhadores que usam os postos descentralizados denunciaram que precisam pagar ao menos duas vezes a taxa de conveniência cobrada pela rede credenciada Ponto Certo. O problema ocorre, por exemplo, com o estudante que usa o Cartão Vem 70 vezes por mês na tarifa do Anel B, que custa R$ 4,40. No fim do mês, ele desembolsa R$ 154, uma vez que tem direito à meia-passagem. O limite de recarga estabelecido pela rede credenciada é de R$ 100 por cada transação mensal.


Fonte: G1 PE

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