Maranguape II lidera ranking de homicídios

Paulista Em Foco | 03:58 | 0 comentários

Paulista está entre os cinco municípios mais violentos de Pernambuco, que nos dois primeiros meses de 2017 registrou 977 homicídios. Fevereiro foi o mês mais violento dos últimos 11 anos no Estado, desde antes do lançamento do Pacto Pela Vida, em 2007, que estabeleceu como meta uma redução de 12%.
No período entre 7 de janeiro e 19 de março deste ano, Paulista registrou 66 crimes violentos letais intencionais (CVLI). Na liderança do ranking da violência na cidade está o bairro de Maranguape II, que registrou 10 homicídios, seguido pelo Janga (8) e Fragoso, Jardim Paulista Baixo e Pau Amarelo com 5 homicídios cada.
A falta de efetivo policial, de viaturas e de equipamentos são os maiores problemas do 17o BPM, responsável pela segurança pública de Paulista, Abreu e Lima, Igarassu, Itapissuma, Ilha de Itamaracá e Araçoiaba. Os seis municípios juntos têm uma população de 608.011 pessoas (número estimado em 2016 pelo IBGE) e uma base territorial de 620 KM2. Para garantir a segurança da população de todas essas cidades, o 17o BPM conta apenas com um efetivo de 591 PMs, ou seja, um policial para mais de mil habitantes, quando a média geral no Estado é de um policial para cada 475 habitantes (referência ano de 2013, quando a população Pernambuco era de 9,2 milhões, e o efetivo da Polícia Militar, de 19.348).
Essa realidade dramática, que não é só de Paulista, provocou o Ministério Público de Pernambuco (MPPE) a instaurar um inquérito civil para apurar o que classifica como omissão do Governo do Estado em manter o efetivo da Polícia Militar em um patamar que garanta a segurança pública.
Censura

A nossa reportagem voltou ao 17o BPM para atualizar os dados de homicídios até o dia 31 de março e obter os números de assaltos na cidade nesse período e foi surpreendida com uma nova orientação da Secretaria Estadual de Defesa Social (SDS) que proibiu o acesso as informações. Essa postura de tentar ‘esconder’ os números da violência em Pernambuco impondo censura aos meios de comunicação, além de não contribuir para a segurança pública do Estado, fere o direito dos cidadãos à informação, coisa só vista na ditadura militar.

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